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   O Algarve, pelo contrário, sofrendo na sua carne uma exploração turística não pensada em função dos interesses da região e nascida, sem planificação visível, de um conceito colonial de exploração de matéria-prima vendível a curto prazo, encontra-se neste momento a sofrer todas as consequências gravosas de um processo fictício de progresso, a primeira das quais, o esquecimento da sua identidade cultural, revela já uma perigosa aproximação a um suicídio colectivo. E isto é tanto mais grave quanto é certo que, não só a perda dessa identidade será óbice de vulto para o aproveitamento das virtualidades da regionalização no sentido de encaminhar para um verdadeiro progresso integrado do Homem algarvio, que constituem o segredo para a inversão do sistema, transformando-o num verdadeiro turismo de qualidade, única modalidade que ao Algarve pode interessar e única forma de o pôr ao serviço de uma economia regional integrada.

José Eduardo Horta Correia 

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